sexta-feira, 1 de março de 2013

UNIFESP lança novos cursos mesmo com graves problemas


A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) publicou em janeiro o Projeto Político-Pedagógico do curso de graduação em Direito, a ser instalado em um prédio no centro da capital. Segundo o documento, há um forte simbolismo nessa ação  pois o local foi sede da Policia Federal durante os anos da ditadura, se espera que 120 alunos ingressem todos os anos.

A notícia é boa, de fato, uma vez que em todo o estado de São Paulo somente duas universidades públicas oferecem o curso, além da Faculdade de Direito da USP, localizada no Largo São Francisco, os vestibulandos tem como opção o campus da UNESP, localizado na cidade de Franca. Porém nos últimos anos a UNIFESP vem passando por graves problemas em seu processo de expansão. Falhas de infraestrutura e até mesmo escassez de Docentes são exemplos de situações recorrentes nas unidades instaladas na Baixada Santista, Diadema, São José dos Campos e Osasco. 

A criação de novos cursos e campis da UNIFESP buscou seguir aspectos temáticos. Sendo assim, por exemplo, em Osasco são ministrados os cursos da EPPEN - Escola Paulista de Política, Economia e Negócios, devido ao crescimento do setor de serviços observado na cidade. Já em São José dos Campos o foco é a formação de profissionais na área de Tecnologia, que se adequa ao perfil observado na região que já conta com um centro de excelência de ensino e pesquisa, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). 

Teoricamente a UNIFESP deveria estar passando por um processo de consolidação como universidade plena e multicampi, mas não é isso que vem acontecendo. Os índices de desistências são altíssimos, para se ter uma ideia da situação, no último dia 25 a universidade publicou o edital de transferência Interna onde são divulgadas as vagas não ocupadas em diversos cursos. A Graduação em Licenciatura Plena em Ciências, oferecida desde 2010 em Diadema, possui 100 vagas, totalizando 300 alunos ao longo de 3 anos de funcionamento, dessas vagas mais de 50% não estão ocupadas pois há disponibilidade de absurdas 155. 

Qual o motivo de tanta desistência? A dificuldade de acesso as novas unidades, de obtenção aos programas de auxilio permanência e até mesmo a frustração perante aquilo que se espera de uma universidade federal tão conceituada são apenas alguns dos exemplos que contribuem para tal quadro. No campus de Osasco, por exemplo, a principal reclamação dos alunos até pouco tempo atrás era pela escassez de docentes e pelos amplos problemas de infraestrutura, já que as aulas são ministradas em um prédio cedido pela prefeitura que ainda não se adequa as necessidades de alunos e professores. 

Um outro aspecto bastante curioso é que mesmo pregando o lema de "universidade unificada", a reitoria parece priorizar seus mais antigos membros e até mesmo o Campus São Paulo propriamente dito. A Diretora da EPPEN, Profª Dr Ieda Verreschi, por exemplo, é médica doutora em Farmacologia e dirige uma escola voltada a formação de profissionais que irão atuar nas áreas de Política, Economia e Negócios. 

Não tenho a intenção de bombardear a universidade com críticas nem tampouco difama-la, até mesmo porque sou aluno de lá e terei um diploma que irá carregar o seu nome, a questão é que não é hora para se criar nada dentro da UNIFESP. É hora de parar, pensar e reorganizar aquilo que já se criou mas que ainda não tem condições plenas de execução. Em pouco tempo a universidade passou de um quarteirão na Vila Clementino para mais de cinco unidades com inúmeros cursos. É quase impossível, mesmo que haja uma preocupação declarada da reitoria, manter-se a qualidade com uma expansão tão grandiosa nesse curto espaço de tempo. E não adianta se gabar que o corpo docente é composto quase que exclusivamente por doutores, pois se não há condições para que eles desenvolvam seu trabalho com qualidade, não há titulação que salve.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O tempo em que sonhar virou perda de tempo

Se você já teve um sonho e não conseguiu realizá-lo, provavelmente vai se interessar por esse texto.



Alguém que fez da vida o maior de todos os sonhos! - Salvador Daqui, opa, Dali rsrs


Viver nos tempos atuais pode ser mais difícil do que parece. Mesmo envoltos por uma série de ferramentas que aparentemente facilitam nossas ações cotidianas, a sociedade exige cada vez mais a agilidade como característica fundamental de sobrevivência.

É fácil perceber que quase tudo se tornou descartável. A tecnologia e até a informação passam voando por nossas mãos e logo perdem a função ou se desatualizam. O problema é que as pessoas andam esperando isso uma das outras.

Quantas vezes você já sonhou? Quantas vezes conseguiu realizar seus sonhos?.. mas espera ai.. Quanto você esteve disposto a conquistá-lo?

Um sonho exige inúmeras escolhas difíceis, entre elas a opção em estar de corpo e alma disposto a concretizá-lo. O imediatismo a que estamos acostumados pode atrapalhar nossa trajetória e até mesmo nos fazer abdicar de nossas decisões por simples e pura imposição temporal. 

Tentamos ao máximo controlar o tempo, seja pelo planejamento extremado do futuro ou até mesmo correndo contra o relógio. Estamos atrasados para a vida e de verdade, pra que perder tempo sonhando né?

Sonhar parece ter virado perda de tempo e consequentemente, de dinheiro. Não importa que você viva uma vida que não te traga felicidade, que não te complete. O mundo não para e se você estiver parado, fisicamente, cairá. Essa lógica tem dominado as nossas mentes, nos condicionado a fazer escolhas que nem sempre refletem nossa personalidade mas que socialmente são bem aceitas. 

Queridos, o mundo realmente não para, mas nosso coração bate bem mais veloz, logo, fisicamente, se ele parar de bater quem cai é o mundo. O nosso mundo, composto por tudo aquilo que acreditamos e gostaríamos de ser. Por isso, satisfaça seu coração

Há dois tipos de vida que podemos levar, costumo associar com uma corrida, sugestivamente, claro. Podemos correr num parque, ao ar livre, cheio de natureza viva  e de boas sensações - a vida pós-sonho - ou podemos correr numa esteira, o cansaço será o mesmo, porém nunca sairemos do lugar - a vida sem a realização de nossos sonhos.

O que vale mais pra você? Pense nisso e viva. Feche os ouvidos para coisas negativas e lembre-se que sempre a capacidade é resultado do empenho e que não há outra forma de consegui-lá senão se empenhando (Hello Capitão Óbvio)

beijo gente.. Comenta ok?




sábado, 16 de fevereiro de 2013

A religião como um instrumento paradoxal









Usar a fé como base para governar não é uma questão atual, logicamente, mesmo com origens mais distantes do que possamos imaginar, durante a Idade Média, por exemplo, a religião se fez como uma forte ferramenta social e política.

A humanidade necessita de algo para acreditar. Nesse sentido vejo a religião como um ícone importante dentro da sociedade, principalmente por transmitir alguns valores que deveriam tornar nossa convivência um pouco mais possível dentro de um planeta já bastante habitado. De fato isso acontece em alguns locais ao redor do mundo, citar o Brasil é bastante coerente, vivemos em um país com uma diversidade enorme de crenças que pouco se chocam diretamente ou de maneira violenta como em outras nações, a exemplo das do Oriente Médio.

Ao mesmo tempo em que vemos o Ocidente relativamente em paz com suas questões religiosas, assistimos a inúmeros conflitos que assolam o Oriente. A fé assume um papel paradoxal, mas acredito que não por sua essência, mas sim pela sua utilização. Usar a religião como instrumento social é perfeitamente plausível, se flexível, abrange uma parte da população de forma voluntária e provavelmente não causará maiores tensões. Já a utilização de uma determinada crença como instrumento político, no sentido de se governar sob seus preceitos, é extremamente perigosa. Não há uma sociedade tão homogênea que não apresente minorias, principalmente no contexto atual, marcado pelo intercâmbio da informação e da cultura possibilitado pelo avanço da Globalização. 

É óbvio que as questões religiosas vem perdendo espaço com o passar dos anos, principalmente, acredito eu, por seu conservadorismo extremado. Há quem diga que a população já não acredita mais em nada, eu vejo por um outro ângulo, a população não quer acreditar em algo que limite suas ações, que praticamente o exclua do mundo em prol da salvação. A religião e não falo só da cristã, continua sendo materialista num período em que as pessoas começam a entender gradualmente que há diferenças entre o que vestir e o que sentir, o que aparentar e o que ser. Materialismo impera no lugar do espiritualismo dentro do contexto religioso. Seria outro paradoxo?

Enfim, apesar de não seguir nenhuma religião, tenho minhas crenças e a minha fé individual em algo que eu mesmo criei, algo que possa projetar tudo aquilo que eu gostaria de ser, mas não tenho sabedoria o suficiente pra conseguir. Um Deus que me entenda e que seja meu amigo e não um chefe turrão a quem eu deva temor (aliás, acho isso terrível). Mesmo saindo da linha, não deixo de respeitar a importância social que a religião tem e muito menos de fechar os olhos e me dizer ateu, todo mundo acredita em algo, viver é ter fé de que amanhã estará vivo e de que terá tempo para realizar seus sonhos e planos. Se você acredita na vida, já não pode ser ateu. Afinal, o que é mais sobrenatural do que isso tudo? 


Beijo gente. 

Ah, não esquece de comentar ok?


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Na mesa do bar

Falar de cerveja logo na estreia de um blog em plena sexta-feira, parece uma boa pedida. Obviamente não irei analisar o produto em si, até mesmo porque não tenho o mínimo conhecimento gastronômico, mas sim um instrumento essencial que faz dessa bebida uma das preferências nacionais: a propaganda.

Ontem mesmo ao me deparar com um comercial de uma certa marca de cerveja, comecei a pensar em como tudo isso evoluiu, pelo menos em determinadas empresas que se atualizaram ao longo dos anos. A tal marca de que falei era a polêmica DEVASSA, sim, ela mesma, a que teve Sandy e Paris Hilton como protagonistas de seus comerciais e que agora aposta em Alinne Moraes num comercial totalmente fora dos padrões até então estabelecidos.

Que imagens sugere um comercial de cerveja? Praia, mulheres de biquíni, futebol, sol, bagunça.. Pois é, no novo comercial da Devassa, assim como no estrelado por Sandy, nada disso toma grande espaço no material veiculado. O tom sugestivo e comparativamente requintado enriquecem um material totalmente diferenciado. Uma forma inteligente de não se distanciar totalmente de um comercial de cerverja, de fato, sem vulgarizar e principalmente, uma relativa, mesmo que bem relativa rsrs, mudança no paradigma de mulher-objeto comumente explorados nesse tipo de propaganda. 

O legal é  que esse modelo  vem sendo seguido por outras gigantes do meio, como a Brahma, que no fim do ano lançou um comercial com Megan Fox que já não segue a linha extremamente sexualizada dos comerciais anteriores. Acredito que o trunfo da Devassa foi entender e explorar a diferença entre a sensualidade e a sexualidade. 

Bom, termino aqui minhas considerações, mas antes disso deixo  dois cartazes de divulgação veiculados há pouco tempo, o primeiro da Brahma e o segundo da Devassa.. Tire suas próprias conclusões.









PS: Para elaborar esse texto levei em consideração os comerciais que foram ao ar no Brasil, visto que há diferenças de material entre os países!

Não esqueça de comentar, a discussão enriquece qualquer assunto ;) !